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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

BOTÂNICA & FITOTERAPIA ─ MORANGUEIRO (FRAGARIA VESCA L.)

Morangueiro (Fragaria vesca L.).
    O morangueiro, também conhecido por moranga, fragaria e morangueiro-silvestre (nos Açores), é uma erva vivaz, que aparece frequentemente nos bosques, e é largamente cultivado, especialmente algumas variedades notáveis pelo tamanho e sabor dos seus morangos.
    O caule subterrâneo, com as folhas reduzidas a escamas, constitui um rizoma curto, donde saem as folhas aéreas, e os estolhos, que se estendem à superfície da terra, e vão dando folhas e raízes em cada nó.
    As folhas são alternas, trifoliadas, com os folíolos ovais, de bordos dentados.
    Os pecíolos são peludos, e apresentam duas estípulas na base.
    As flores estão dispostas em cimeiras.
    O receptáculo eleva-se no meio, como o fundo duma garrafa vulgar.
    É sobre esta elevação que estão inseridos os carpelos.
    O perianto e o androceu estão inseridos em volta.
    O cálice tem cinco sépalas peludas; por baixo do cálice há cinco brácteas verdes.
    A corola é rosácea, isto é, formada por cinco pétalas brancas iguais, de unha curta.
    O androceu é formado por numerosos estames, em três andares de verticilos.
    O gineceu é constituído por numerosos ovários independentes, inseridos na saliência do receptáculo:

    Esses ovários têm uma só cavidade e um só óvulo.
    Têm um pequeno estilete inserido lateralmente e terminado por um estigma.
    
    FRUTO ─ Como há muitos ovários independentes, e cada um deles dá um fruto, o morangueiro dá um multifruto, o conhecido morango, cuja parte comestível é o receptáculo desenvolvido e suculento.
    Os pequenos corpos negros e duros que se vêem à superfície do morango, é que são os verdadeiros frutos, e são aquénios.
    Os insectos, atraídos pela corola, encareregam-se de transportar o pólen.
    Quando isso acontece, as pétalas caem, mas o cálice e as brácteas persistem e acompanham o multifruto.
    
    RESUMO ECOLÓGICO ─ O rizoma subterrâneo permite que a planta se mantenha durante o Inverno, embora morra a parte aérea.
    Os estolhos servem para a multiplicação, porque, em cada nó se forma uma nova planta, que pode ser separada da planta mãe.
    As flores, vistosas e, de mais a mais, agrupadas, chamam a atenção dos insectos, que se encarregam de transportar o pólen de umas para as outras.
    Os morangos comestíveis são utilizados pelo homem e outros animais.
    Os aquénios duros não são alterados pela passagem no aparelho digestivo, de modo que podem ser espalhados por intermédio dos excrementos.

    APLICAÇÕES MEDICINAIS ─ Os frutos são ricos em vitaminas A, B1, C e K, são refrescantes e remineralizantes.
    A raiz é aperitiva, diurética, depurativa e adstringente.
    As folhas são adstringentes.
    Os frutos são muito aconselháveis para a gota, reumatismo, nefrites, tuberculose, arteriosclerose, hipertensão arterial, obstipação (prisão de ventre) crónica e mesmo diabetes.
    O cozimento das raízes é usado na percentagem de 25 a 50/1000.
    O cozimento das folhas, na mesma percentagem, é empregado em gargarejos (amigdalite, «anginas»), em lavagens vaginais (na leucorreia) e internamente nas diarreias.
    

LICOR DE MORANGOS

    Morangos escolhidos, maduros.....................................1000 g.
    Açúcar...............................................................................1000 g.
    Álcool a 80º.......................................................................1000 g.
    Água....................................................................................500 g.

    Pisam-se os morangos (limpos mas não lavados) com açúcar e adiciona-se o álcool.
    Deixa-se macerar durante 10 dias.
    Junta-se a água, agita-se e deixa-se macerar durante 15 dias.
    Filtra-se.

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