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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

BIOLOGIA - OSMOSE EM PLANTAS E ANIMAIS

    As plantas, na maior parte, não controlam a concentração de líquidos internos da mesma maneira que os animais.
    Se colocarmos células de plantas numa solução concentrada de açúcar, elas enrugam como os glóbulos vermelhos do sangue.
    Na realidade, a maioria das células das plantas está exposta à água com quantidades relativamente baixas de material dissolvido, o que as leva a intumescer.
    Elas não rebentam graças à sua parede semi-rígida, composta largamente por fibrilhas de celulose, produzida pela célula e cercando-a completamente, como se fosse uma caixa contendo a célula.
    A parede é permeável à água e às substâncias dissolvidas, porque existem intervalos entre as fibrilhas, bem como regiões especializadas abertas, chamadas fossetas, onde a parede da célula é especialmente fina.
    Quando a água passa através da parede e para a célula da planta, a célula aumenta de dimensões até que enche o volume limitado pela parede da célula.
    Quando a célula se comprime contra a parede e a parede se comprime contra a célula, a pressão no interior da célula aumenta.
    Contudo, depressa se estabelece um equilíbrio, porque a pressão dentro da célula aumentará o movimento da água para fora até que compense o movimento para o interior.
    A pressão que aparece no interior das células das plantas como consequência da osmose denomina-se pressão de turgescência, e as células intumescidas dizem-se túrgidas.
    A pressão de turgescência desempenha um papel importante na manutenção das dimensões e da forma da planta - por exemplo, as células túrgidas levam as folhas a manterem-se erguidas com as suas superfícies expostas à luz do Sol.
    Se a pressão de turgescência das células diminui, devido à secura ou por qualquer outro motivo, a folha torna-se flácida e murcha.
    A alface fresca numa salada torna-se murcha quando a pressão de turgescência é perdida pelas células da folha.
    O processo que um organismo utiliza para controlar os movimentos da água depende do meio em que se encontra.
    As plantas terrestres, por exemplo, obtêm muita da sua água do solo, por osmose.
    Se uma planta que normalmente cresce no solo com uma baixa concentração de sais dissolvidos é repentinamente transplantada para um solo contendo um mais elevado nível de sais dissolvidos, é perturbado o equilíbrio osmótico nas raízes, e a planta pode ser capaz de obter água suficiente do solo.
    Certamente, muitas plantas podem crescer no solo que tem uma elevada concentração de sais dissolovidos.
    Estas plantas acumulam sais obtidos do solo numa concentração tão elevada nas suas células que pode ser mantida uma adequada corrente osmótica de água.
    As algas marinhas estão sujeitas a alterações no conteúdo de sal na água à sua volta.
    Isto acontece, sobretudo, às que se encontram em áreas pouco fundas, onde com a maré a evaporação pode causar um aumento da concentração salina da água do mar.
    As plantas que crescem em estuários, na zona onde a água doce do rio se mistura com a água do oceano, estão sujeitas a alterações regulares na concentração salina do meio que as cerca.
    Estas plantas são tolerantes a tais alterações, em parte porque possuem uma elevada concentração de substâncias dissolvidas no seu citoplasma em primeiro lugar, e em parte porque podem aumentar ou diminuir a sua concentração salina interna em resposta às alterações na concentração salina da água à sua volta.
    Os animais aquáticos encontram-se sujeitos a concentrações de sal cujo teor pode variar sensìvelmente.
    Os peixes de água doce, por exemplo, vivem num meio que contém uma quantidade de sais muito pequena, e a água entra nas suas células em qualquer superfície exposta, como a das guelras e da boca.
    Ainda que a maior parte da superfície externa esteja coberta por uma substância mucosa que retarda a entrada de água, a corrente osmótica de entrada pela boca e guelras é suficiente para satisfazer as necessidades do peixe.
    Por outro lado, os peixes de água salgada vivem num meio contendo elevadas concentrações de sais, e a água sai das células da boca e das brânquias.
    Estes peixes têm de beber muita água para compensar a sua perda por osmose.
    Para compensar, os peixes marinhos possuem adaptações especiais para a excreção do excesso de sais ingeridos quando bebem.
    Os seláceos resolvem o problema retendo internamente a água adequada à manutenção de uma ou mais elevada concentração de sais nos seus líquidos do corpo mais do que outros peixes marinhos.
    Deste modo, eles assemelham-se aos peixes de água doce e obtêm a água simplesmente por osmose.

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