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quarta-feira, 5 de julho de 2017

BIOLOGIA — CITOPLASMA

    Uma das mais notáveis características do aspecto, ao microscópio electrónico, de muitas células, é o extenso reticulado de membranas que aí se encontram:
Célula vegetal típica. As membranas constituem uma grande parte da estrutura da célula. Elas cercam todo o citoplasma e a maioria dos organelos que se encontram no interior da célula. Além disso, podem formar retículos complicados no citoplasma que se denomina retículo endoplasmático.
    Uma membrana é uma camada de substâncias lipídicas e proteicas, geralmente dobrada segundo um padrão irregular.
    Na preparação para o microscópio electrónico, uma célula deve ser cortada em fatias muito finas, revelando os bordos das membranas.
    As membranas aparecem sob a forma de linhas rodeando a maior parte dos organelos e mudam de direcção e serpenteiam por todo o citoplasma. 
    O próprio citoplasma é limitado por uma tal membrana, que serve para controlar o movimento de muitas substâncias químicas entre o interior e o exterior da célula.
    O interior da célula é muitas vezes rico em membranas que, em conjunto, incluem um reticulado chamado retículo endoplasmático.
    De acordo com alguns autores, a membrana do retículo endoplasmático é contínua com a membrana citoplasmática, formando poros para o interior da célula.
    As mitocôndrias são organelos importantes para muitas das reacções químicas da célula implicando a conversão de energia química de uma forma em outra.
    A mitocôndria é bastante semelhante a um saco membranoso dentro de outro, com o saco interno maior que o externo:
Mitocôndria duma célula de pâncreas de morcego (Corynorhinus townsendii). Note-se como a membrana interna se pregueia para o interior, aumentando grandemente a superfície interna.
    Em consequência disto, o saco interno está dobrado em muitos sítios, dando um aspecto característico à mitocôndria em corte transversal.
    Além da forma de bola de "rugby" as mitocôndrias têm outras formas, algumas muito complicadas, formando estruturas individuais muito ramificadas e irregulares.
    Os cloroplastos encontram-se sòmente nas células das plantas verdes:
Cloroplasto. Este organelo é uma combinação fantàsticamente complexa de membranas e proteínas especiais, utilizadas para captar energia luminosa e convertê-la em energia química. Algumas células estão densamente apinhadas com cloroplastos, como este, duma célula de milho comum (Zea mays).
    Com efeito, é aos cloroplastos que se deve a cor verde das células, pois nestes organelos encontra-se o pigmento verde chamado clorofila.
    O cloroplasto é uma estrutura altamente complexa, rica em membranas paralelas, e ele próprio rodeado por uma membrana. 
    Em muitos pontos no interior desta membrana há uma região espessada localmente, que se encontra no mesmo ponto em camadas sucessivas de membranas.
    A clorofila está limitada a estas pilhas.
    O cloroplasto é o local da fotossíntese, o processo pelo qual uma planta utiliza a energia da luz solar para fabricar compostos ricos em energia química.
    As células activas na secreção de substâncias químicas, como as que no intestino delgado segregam enzimas digestivas, contêm dictiossomas:
Dictiossomas duma célula do pâncreas do rato (Mus musculus). Os dictiossomas são regiões especializadas e complicadas do retículo endoplasmático que se especializaram na secreção de várias substâncias químicas.
    Os dictiossomas (algumas vezes chamados corpos de Golgi) são regiões localizadas do retículo endoplasmático onde as membranas estão fortemente comprimidas umas com as outras.
    As substâncias a ser excretadas pela célula concentram-se no dictiossoma após o seu fabrico em qualquer parte da célula.
    No dictiossoma, as substâncias são divididas em pequenas gotas, limitadas por membranas chamadas vesículas.
    As vesículas migram então para a membrana externa do citoplasma, onde são libertadas no líquido circundante.
    Algumas vezes, as gotículas encontradas num citoplasma da célula contêm enzimas digestivas, e a membrana das gotículas protege a célula contra a autodigestão.
    Estas gotículas são chamadas lisossomas, porque as substâncias químicas que elas contêm são activas na lise ou abertura de outras células.
    Células tais como os leucócitos do sangue e as amibas, que são capazes de englobar células mais pequenas ou moléculas individuais de proteína, digerem as suas presas por intermédio de enzimas contidas nos lisossomas.
    Os vacúolos são corpos de água muito grandes existentes em muitas espécies de células:
Vacúolos. As regiões mais claras da célula são bolsas de líquido chamadas vacúolos. Algumas vezes, os vacúolos ocupam uma parte principal do interior da célula.
    Os vacúolos também estão rodeados por uma membrana que separa o conteúdo do vacúolo das outras partes da célula.
    As cores vivas de Outono são devidas a pigmentos  com cores brilhantes armazenados em vacúolos das células das folhas.
    Quando as flores morrem, a clorofila desintegra-se, revelando as cores vivas destes pigmentos.
Os ribossomas encontram-se, geralmente, em estreita associação com o retículo endoplasmático (membranas RE). Os ribossomas são especialmente numerosos em células que produzem activamente proteínas.
    Na figura, o retículo endoplasmático, muito ampliado, mostra numerosos pequenos pontos negros.
    Cada ponto representa um ribossoma, um organelo tão pequeno que nem o melhor microscópio é capaz de revelar a sua estrutura.
    Os ribossomas são importantes para a célula no fabrico de proteínas, e células que produzem grandes quantidades de proteína contêm, de forma correspondente, grande número de ribossomas.   

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