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terça-feira, 11 de julho de 2017

ANTROPOLOGIA — MANDÍBULA

    O maxilar inferior é constituído anatòmicamente por três porções distintas: uma porção mediana, o corpo ou arco e duas porções laterais, os ramos:
Maxilar inferior ou mandíbula do Homem actual
    É no bordo superior do arco que se encontram abertos os dezasseis alvéolos, oito de cada lado, nos quais se implantam os dentes.
    A mandíbula do Homem actual é pouco robusta, pois não possui o aspecto volumoso e forte que caracteriza o osso maxilar inferior dos homens fósseis, dos primatas seus antecessores prováveis e dos antropóides em geral.
Mandíbula de hominídeo com cerca de 300 000 anos
    A sua robustez costuma exprimir-se por um índice que é a relação centesimal entre a espessura do corpo e a sua altura. medidas ao nível do buraco mentoniano.
    O corpo da mandíbula tem a forma dum arco em U alongado, cujo contorno se aproxima bastante das linhas duma parábola ou duma hipérbole.
    Nos antropóides, o arco do maxilar costuma ser mais fechado do que o arco dos primatas menos evolucionados, nos quais ele possui uma forma semelhante a um V maiúsculo.
    A existência duma saliência óssea na porção inferior e anterior do arco da mandíbula — o mento — é uma característica tìpicamente humana actual e constitui um aspecto diferencial de todos os seus antecessores, mesmo os mais recentes.
    Na face posterior do arco costumam reconhecer-se quatro apófises pequenas — as quatro apófises "geni" — onde se prendem os músculos genioglossos e geniióideos, que são músculos ligados à anatomia da língua e do pavimento bucal e, por esse facto, aos fenómenos da mastigação, da deglutição e da fonação:
Face posterior do arco mandibular
    Na face externa do arco mandibular observam-se os buracos mentonianos, que se destinam a dar passagem aos nervos do mento e aos vasos sanguíneos que os acompanham.
    Na mandíbula humana, estes buracos possuem uma posição que é próxima do plano vertical do segundo dente pequeno molar e é relativamente elevada, embora menos alta do que costuma ter nos ossos maxilares inferiores dos antropóides onde, além disso, estes orifícios são com frequência duplos ou mesmo múltiplos:
 
Face anterior da mandíbula. Aqui, os buracos mentonianos estão designados por "forame mentual"

    Os ramos ascendentes da mandíbula terminam em cima e atrás pelos côndilos, que são as superfícies articulares das articulações temporo-maxilares.
    Os contornos dos côndilos são elipsóides, e é deste aspecto morfológico que deriva o seu nome.
    No Homem actual, as linhas que prolongam os eixos maiores destes dois côndilos formam um ângulo muito aberto para diante.
    A anatomia da articulação temporo-maxilar é complexa e está directamente relacionada com o tipo de alimentação e de mastigação do animal.
    De acordo com Araújo e Ochoa estes ossos dividem-se nas porções  seguintes: basal, mentoniana, alveolar, goníaca, condiliana e coronóideia.
    Estas porções estão directamente ligadas à anatomia funcional do arco, do mento, dos alvéolos, do ângulo goníaco, às inserções dos músculos mastigadores, ao côndilo e à apófise coronóide, apófise ósseo onde se fixa o músculo temporal.
    Note-se que a porção basal da mandíbula reresenta zona de união ou deapoio de toda a arquitectura deste osso e que é nela que contém os seus nervos e os seus vasos sanguíneos.
    O ângulo formado pelo corpo da mandíbula e pelos seus dois ramos ascendentes é o chamado ângulo goníaco e tem esta denominação em virtude de o seu vértice estar situado próximo do ponto craniométrico designado "gonion".
Ângulo goníaco
    Este ângulo ronda, no Homem adulto, os 120 graus, mas o seu valor varia com a idade: diminui a partir do nascimento, quando tem cerca de 150 graus, baixa seguidamente para uns 120 graus e depois, com a perda dos dentes e com a involução senil do osso mandibular, volta a ter valores ligeiramente mais elevados.
    Costuma ser um pouco mais aberto na Mulher do que no Homem.
    Nos Portugueses actuais encontramos medidas do ângulo goníaco que oscilam entre os 96 e os 138 graus com um valor médio de 120 graus no sexo masculino e de 122 no sexo feminino.

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