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quinta-feira, 29 de junho de 2017

BIOQUÍMICA — TIPOS DE ARN

    Temos a considerar três tipos de ARN:

    — Mensageirom-ARN.

    — Ribossómicor-ARN.

    — De transferência ou solúvelt-ARN ou s-ARN.

    
m-ARN

    O m-ARN tem um peso molecular de cerca de 100 000 e uma forma aproximadamente linear:
Ácido ribonucleico mensageiro (m-ARN)


r-ARN

    O ribossoma é uma estrutura contendo cerca de 50% de r-ARN e 50% de proteínas.
    A maioria encontra-se no citoplasma, mas também existem ribossomas no núcleo e nas mitocôndrias.
    O conjunto de vários ribossomas ligados à mesma molécula de m-ARN constitui um polissoma.
    Um ribossoma é constituído por duas partes de tamanho desigual, uma com um coeficiente de sedimentação de 50 S (PM = 1,8. 106) e outra com um coeficiente de sedmentação de  30 S (PM = 106).
    Quando se juntam. formam uma partícula de coeficiente de sedimentação de 70 S e PM = 2,8.106.
    Na partícula maior há dois tipos de ARN, o r-ARN 5-S e o r-ARN 23-S, e cerca de 30 polipéptidos. 
    Na partícula menor é traduzido o m-ARN e na partícula maior dá-se a síntese das proteínas.
    Não é perfeitamente conhecida a organização dum ribossoma.
    Pensa-se que existam subunidades, cada uma das quais tem um espaço vazio central circundado por paredes formadas por proteínas e ácido ribonucleico.
    A subunidade a corresponde à partícula maior e a subunidade b à partícula menor.
    O ácido ribonucleico mensageiro fixa-se na parte interna da subunidade b.
    O ácido ribonucleico de transferência fixa-se pela base ao m-ARN e penetra na subunidade a, onde se dá a formação do polipéptido:
Polissoma


t-ARN

    Na fracção solúvel do citoplasma (citosol) foi detectado um terceiro tipo de ARN, de peso molecular aproximadamente igual a 30 000, que na altura se chamou s-ARN e a que hoje se dá o nome de ARN de transferência (t-ARN)
    Inicialmente pensou-se que era formado por uma única faixa, enrolada sobre si própria, formando uma dupla hélice.
    Numa das extremidades da cadeia existe sempre a sequência de 3 nucleótidos terminais: C-C-A, que não participa na formação da dupla hélice, e à qual se liga um aminoácido.
    Na extremidade oposta, o nucleótido terminal é GMP
    Na extremidade da dobra existem bases não emparelhadas, que se combinam com as bases do m-ARN.
    Existem algumas bases metiladas, assim como inosina na sua composição.
    Aparecem também outras purinas e derivados na estrutura do t-ARN.
    As sequências dos nucleótidos são variáveis.
    Porém, dando uma nova configuração à molécula, aparecem diversas analogias.
    Desta forma surge-nos o modelo em folha de trevo:
Modelo do t-ARN em "folha de trevo"
    No braço superior pode haver 7 pares de bases.
    Nos braços direito e inferior há 5 pares de bases e um alargamento formado por 7 bases não emparelháveis.
    No braço esquerdo há 3 pares de bases e um alargamento, constituído por 12 bases.
    Estes alargamentos são numerados conforme se vê na figura. 
    Existe ainda uma pequena hansa, que tem o número III. 
Francis Crick (Northampton, 2016-06-08 — San Diego, 2004-07-28)
      Segundo Crick, a estrutura do t-ARN é uma tentativa da Natureza para o fazer desempenhar o papel duma proteína.
    As bases não habituais justificar-se-iam, pois seria difícil estabilizar uma molécula, intrincadamente dobrada, apenas com 4 bases.

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