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quinta-feira, 8 de junho de 2017

BIOQUÍMICA — IMPORTÂNCIA ENERGÉTICA DOS NUCLEÓTIDOS

    Os nucleótidos têm um significado especial no organismo, em virtude das suas propriedades de transportadores de energia.
    Consideremos o AMP.
    Como vimos anteriormente, este composto tem uma ligação éster, entre a ribose e o ácido fosfórico.
    Ele pode agora formar duas ligações de anidrido com mais duas moléculas de ácido ortofosfórico.
    O composto resultante, ATP (adenosina trifosfato) é o principal fornecedor de energia química, necessária para os processos biológicos: 
Energética dos nucleótidos
    A hidrólise da ligação anidrido com o fosfato terminal origina ADP (adenosina difosfato) e Pi (fosfato inorgânico), com a libertação de energia livre igual a 7300 calorias por mole.
    A hidrólise da segunda ligação anidrido forma AMP e Pi, com a libertação de 6500 calorias por mole.
    Pelo contrário, a hidrólise da ligação éster forma adenosina e Pi, libertando apenas 2200 calorias por mole. 
    A hidrólise dos dois fosfatos terminais do ATP liberta 8000 calorias por mole e forma AMP e PPi (pirofosfato inorgânico)
Libertação de energia
    As ligações de alta energia são escritas com o sinal ~ e não com um traço:

      Adenosina ~ Ribose ~ Fosfato ~ Fosfato ~ Fosfato

    Passam-se processos análogos em relação aos outros nucleótidos (ATP, GTP, ITP, UTP, CTP, dATP, dGTP, dTTP, dCTP).
    Duma forma geral, podemos dizer que cada conjunto químico tem o seu dador de energia característico.
    O primeiro nucleótido de alta energia formado no organismo é o ATP.
    Dele derivam os restantes.

    Os glúcidos utilizam a energia do ATP e do UTP.
    Os lípidos utilizam CTP e ATP, as proteínas GTP e ATP
    O ácido ribonucleico utiliza CTP, UTP, GTP e ATP
    O ácido desoxirribonucleico utiliza desoxinucleótidos, d-CTP, d-UTP, d-GTP e d-ATP, como fornecedores de energia nos seus processos biossintéticos:
Utilização dos nucleótidos trifosfatados

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