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terça-feira, 27 de junho de 2017

ANTROPOLOGIA — NORMA LATERAL (CAMPER) — 6

Ângulo facial de Rivet
Paul Rivet (1876 — 1958)

    O ângulo de Rivet tem sido considerado como o ângulo facial clássico.
    É um ângulo definido pelas linhas que unem os três pontos craniométricos seguintes: "nasion""prosthion""basion".
    Em 1966 J. Comas distribuiu assim os valores:

    Mesognatas—————————— < ou =  69,9º

    Prognatas——————————— 70 a 72,9º

    Ortognatas——————————— > 73º

    Na procura duma linha ou dum plano fundamental que marque uma posição que se aproxime tanto quanto possível do plano horizontal quando a cabeça ocupa a posição anatómica têm sido propostos vários métodos.
    Ficou assim definido o chamado plano ou linha de Frankfurt, proposto no Congresso de Antropologia realizado nesta cidade alemã.
    Este plano ou linha passa, atrás, pelo ponto mais elevado do bordo superior do meato auditivo ("porion") e não pelo seu centro ("aurion") e à frente pelo bordo inferior da órbita.
    No ângulo facial de Frankfurt a outra linha é tangencial à face e une o "nasion" e o "prosthion".
Ângulo facial de Frankfurt
    O vértice deste ângulo está, deste modo, localizado no "prosthion".
    Nos métodos lineares usados para avaliar o grau de prognatismo facial, calculam-se as proporções relativas dos diferentes segmentos de recta definidos por linhas secundárias perpendiculares à linha de Frankfurt, que é a linha que é a linha que tem sido preferencialmente usada.
    Todavia, alguns antropólogos têm optado pela linha que une o "basion" (ponto anterior do bordo do buraco occipital) ao vértice da espinha nasal.
William White Howells (1908 — 2005)
   Howells, por exemplo, em 1975, utilizou este método para determinar o grau de prognatismo do Homem actual.
    Ainda para se conhecer melhor e melhor se definir o tipo e valor métrico da procidência da face, Manouvrier, em 1887, propôs que se calculasse a medida do segmento de recta que excede à frente o plano vertical tangente ao ponto colocado mais adiante na caixa craniana.
Em primeiro plano: Leonce Pierre Manouvrier (Guéret 1850-06-28 — Paris 1927-01-18)
    Neste processo gráfico utiliza-se assim apenas um segmento de recta.
    Foi um método muito usado pelos primeiros antropólogos, como Laetard (1867), Vogt (1867), Sasse (1873) e Consorti (1899), possìvelmente em virtude da sua simplicidade.
Karl Vogt (Giesen 1817-07-05 — Genebra 1895-05-05)
    Em 1966, J. Comas referiu que, em 1879, Flowers recomendou o cálculo da relação centesimal entre a distância "nasion" — "basion" e a distância "pristhion" — "basion".    
    Consoante os valores encontrados, Flowers considerou os três tipos de prognatismo facial: 

    Ortognatas —————————< ou = 97,9

    Mesognatas ————————— 98 a 102,9

    Prognatas ——————————> 97,9

    No método dos ângulos radiados, o centro é comum e pode ficar situado em qualquer dos pontos craniométricos seguintes: auricular, alveolar, nasal, bregmático, lambdático, iníaco, basilar, etc..
    As propostas mais correntes recomendam o ponto craniométrico "aurion".
    A análise do plano do buraco occipital tem igualmente muito interesse em Bioantropologia e em Paleoantropologia, pois, como vimos, ele está directamente relacionado com o maior ou menor grau de perfeição do bipedismo.
    Importa assim conhecer o valor do ângulo existente entre o plano do buraco occipital e um outro plano que se tome como referência.
    Neste aspecto, utilizam-se frequentemente:

    1 — O ângulo occipital de Broca (plano do buraco occipital e plano "nasion" — "opisthion"):
Ângulo occipital de Broca
    2 — O ângulo basilar de Broca (plano do buraco occipital e plano "nasion" — "basion"):
Ângulo basilar de Broca
     3 — O ângulo occipital de Daubenton (plano occipital e plano "opisthion" e bordo inferior da órbita, que pode ter valor negativo:
Ângulo occipital de Daubenton
    4 — O ângulo órbito-occipital de Broca (plano do buraco occipital e plano do eixo da órbita.
    É o ângulo que melhor evidencia a inclinação do buraco occipital e assim a posição da cabeça em relação ao eixo raquidiano ou vertebral, o bipedismo e o seu grau:
Ângulo orbito-occipital de Broca

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