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terça-feira, 13 de junho de 2017

ANTROPOLOGIA — NORMA LATERAL (CAMPER) — 4

    O problema do prognatismo da face possui, para là da sua importância evolutiva e teórica, interesse clínico, pelo que esta questão anatómica e estética tem vindo a ser analisada pelos médicos práticos, pelos radiologistas e pelos cirurgiões que praticam cirurgia reparadora.
    Algumas vezes, porém, as pesquisas de todos estes cientistas não tem, paradoxalmente, contribuído para o apagar das dificuldades e para o melhorar dos conhecimentos, sobretudo porque nem todos possuem uma formação profissional idêntica e porque muitas vezes são bastante diversas as suas preocupações especulativas e os seus objectivos pragmáticos.
    Existem diversos tipos de prognatismo facial, que poderemos reunir em cinco:

    1 — PROGNATISMO COMPLETO OU BI-MAXILAR — cujo vértice angular se situa na ponta dos dentes incisivos e que popularmente se designa por "cara-de-cão":
Prognatismo completo
Radiografia de maxilares com prognatismo completo

Maxilares de cão
    2 — PROGNATISMO SUPERIOR OU NASO-ALVEOLAR —  Deve-se, sobretudo, à face superior (face em telhado):
Prognatismo superior
Crânio com prognatismo superior
    3 — PROGNATISMO DENTÁRIO:
Prognatismo dentário,
     4 — PROGNATISMO ALVEOLAR:
Prognatismo alveolar
     5 — PROGNATISMO MENTONIANO ("QUEIXO-DE-RABECA"):
Prognatismo mentoniano

Radiografia de maxilares com prognatismo mentoniano
    O prognatismo da face é menos acentuado na criança do que no indivíduo adulto, em consequência do menor desenvolvimento da dentição infantil.
    No indivíduo adulto, a configuração lateral da face, uma vez estabelecida, mantém-se com alterações muito ligeiras durante longos anos.
    Só mais tarde, com o envelhecimento, com a perda de dentes, com a involução da mandíbula e com a regressão do maciço ósseo facial, a procidência da face se torna menos marcada.
    O prognatismo da face é uma característica morfológica independente da forma e dos valores da capacidade da caixa craniana, a não ser que exista uma deformação congénita acentuada, facto esse que parece contrariar a teoria da diminuição do prognatismo em consequência da regressão do aparelho mastigador.
    Alguns antropólogos recomendam que se procure a causa da diminuição do prognatismo facial no processo involutivo do componente maxilar e do componente dentário que estão em plena regressão, no Homem actual, o que em certa medida nos aproxima dos conceitos de J. Franzen (1977) e aparentemente se opõe à teoria que defende a independência relativa crânio-facial.
    As faces altas e estreitas costumam possuir um grau de prognatismo mais elevado do que as faces baixas e largas.

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