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terça-feira, 30 de maio de 2017

ANTROPOLOGIA — NORMA LATERAL (CAMPER) — 3

    A escama do osso occipital também participa neste processo evolutivo cefálico.
    Assim, na complexa e tão demorada evolução primatológica em direcção ao Homem, a propensão para a globalização não está ainda concluída, embora ela pareça constituir uma lei evolutiva inegável.
    Um outro aspecto do estudo do crânio quando observado em norma lateral é a morfologia da área de encontro das suturas do osso frontal, do osso temporal e do osso esfenóide, área que possui importância bioantropológica notável e que se costuma designar através dum ponto que se procura seja comum e que se designa "pterion".
    A configuração das linhas das suturas que marcam esse ponto podem ter a forma dum K, dum X ou dum H horizontal, ou invertical, sendo a forma em H aquela que se encontra mais vezes.
Crânio do tipo feminino com "pterion" em H largo. Pode ver-se um pequeno osso wórmico aproximadamente a meio da sutura coronal direita. Outro pequeno osso wórmico pode igualmente ser visto na porção anterior da sutura parieto-temporal.
Crânio do tipo feminino com "pterion" em H de travessão largo e osso wórmico na sutura coronal esquerda.
    Não costuma existir simetria entre a forma das linhas do "pterion" dum lado e a sua configuração no lado oposto, como se tem verificado. 
    Acontece ainda que o "pterion" possui no interior da caixa craniana um desenho que só muito raramente se sobrepõe àquele que tem na superfície exterior do crânio.
    Também não é raro que, próximo da área ptérica ou mesmo associados a ela, se individualizem alguns ossos wórmicos.
    Em 1946, Weidenreich admitiu que a forma do "pterion" está relacionada com o desenvolvimento do crânio em altura, com o crescimento da sua capacidade volumétrica, com a inclinação em todos os sentidos dos ossos que constituem a abóbada craniana e ainda com a evolução do osso esfenóide, à qual a morfologia craniana está ìntimamente ligada.
    O ângulo de perfil ou do prognatismo da face constitui o mais importante aspecto bioantropológico da morfologia facial quando ela é observada lateralmente, isto é, em norma lateral.
    A designação de prognatismo foi criada por Prichard (pro + gnatos = prognatismo = procidência da face).
    Em 1885, Topinard afirmou que "o Homem é sempre prognata" mas acrescentou de imediato que é variável o tipo e o grau do seu prognatismo.
    Todos os animais superiores são prognatas.
    Com efeito, desde os inícios do século XIX que se procurou medir o prognatismo facial, na esperança de obter uma característica rácica e na procura de elementos que auxiliassem os investigadores nos seus estudos acerca da filogenia  do crânio e da face e dispôr, assim, se possível, duma tradução em valores numéricos desses elementos morfológicos. 

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