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domingo, 9 de abril de 2017

BIOGRAFIA DE NURIA ARAGÓN CASTRO

    Nasci no dia 17 setembro de 1971, em Madrid, Espanha, sendo a menor de três irmãs muito próximas em idade. 
    A família em que eu nasci era e ainda é altamente espiritual. 
    Entretanto, vendo de fora, muitos podem não pensar assim. 
    Mas repito: nasci numa família muito espiritual e cresci rodeada de amor, harmonia, coerência, consciência e bem-aventurança. 
    Meus pais planearam sàbiamente a vida familiar, com grande controle prático sobre si e sobre os seus egos, renunciando a muitos dos seus gostos e interesses pessoais em prol da família, conseguindo assim manter uma harmonia material forte e estável, emocional e psíquicamente, enquanto nos educavam no atendimento e respeito mútuo, e nos valores hierárquicos naturais, oferecendo-nos com isso um ambiente de bases idílicas para crescermos neste Mundo. 
    Ensinaram-me a ter uma visão de futuro, a fim de escolher o caminho que eu quereria percorrer, ciente de que todo os actos trazem consequências e que cada acção tem uma reacção. 
    Ensinaram-me a tentar saber viver o presente para saber viver o futuro, assim como a aceitar, apreciar e avaliar sàbiamente o passado.
    Meus pais deram-me muito amor, tanto que eu não soube gerir energia tão poderosa, e isso fez-me crescer cedo e muito, tanto na força interior como na sensibilidade da mente, a ponto de levar o meu ego inconsciente para fora da casa da família em idade precoce, criando muito sofrimento para mim e para os outros.
    Mas ter nascido e sido criada num lar onde a espiritualidade não é vivida em palavras mas pràticamente é uma semente poderosa que um dia chega a germinar e começa a amadurecer, foi o meu caso. 
    A intensa dor sofrida durante a década e meia, após a saída de casa, período durante o qual não conseguia entender o sentido da vida, o funcionamento do Mundo, o sofrimento, chamamos que de “morte”, as mentes, as emoções confrontadas e descontroladas... junto com um forte sentimento de estar completamente farta de mim mesma, os meus pensamentos e sentimentos, a minha incapacidade de ser feliz ou manter a felicidade, a minha falta de compreensão e a minha falta de conhecimento e habilidade para viver uma vida adulta, fez com que as sementes lançadas pelos meus pais começassem a germinar, ansiosas por se tornarem uma exuberante e robusta árvore carregada de frutos, especialmente desde o 23 de fevereiro de 2003, quando comecei uma prática de meditação específica e que é responsável por regar e cuidar das sementes das plantas e das árvores, aperfeiçoando-as e desenvolvendo-as ainda mais a cada dia que passa. 
    Por seu lado, meus pais continuaram a crescer internamente e a praticarem a espiritualidade — que nós não chamamos de espiritualidade — através da qual podemos agora continuar amando-nos e compartilhando juntos vários momentos muito belos.
    E então eu vim de pés descalços até onde estou agora: no começo do Caminho Até a Vida, que me permite nascer em mim mesma, conhecer e viver a Vida escolhida.
 

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