quinta-feira, 23 de maio de 2019

ANTROPOLOGIA ─ RÁQUIS ─ 6

    A curvatura cervical corresponde às sete vértebras cervicais e a sua concavidade está virada para trás com a flecha ao nível de C5 e C6:

    A curvatura torácica é menos acentuada do que a curva cervical e está orientada em sentido inverso, sendo mais marcada ao nível de T4:
    A curvatura lombar olha para trás e tem o seu ponto mais saliente na vértebra L3:
    A curvatura sagrada é muito influenciada pela junção lombo-sagrada (promontório), orienta-se em sentido oposto à curvatura lombar e tem a sua flecha em S3:
    Os mamíferos quadrúpedes possuem apenas duas curvaturas raquidianas: uma toracolombar, de concavidade inferior ou ventral, que é a curvatura fundamental, e uma curvatura cervical, na qual se apoia a cabeça:
Coluna vertebral do cão (Canis lupus familiaris)
    A aquisição da posição erecta, inicialmente imperfeita nos antecessores prováveis do Homem e sempre incorrecta nos antropóides, vai determinar o aparecimento, em sentido oposto, da curvatura lombar.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

ANTROPOLOGIA ─ RÁQUIS ─ 5

    Quando a coluna vertebral é observada quer de frente quer de perfil, verifica-se que o ráquis é uma coluna segmentada formada pela sobreposição de elementos anatómicos alternados ─ as vértebras e os discos intervertebrais.
    Se analisarmos a maneira como as vértebras e os discos se distribuem pelas diferentes regiões do ráquis, compreendemos imediatamente que o número de vértebras de qualquer região está directamente relacionado com a posição bípede do Homem, que a sua mecânica se encontra dependente das modificações que eventualmente possam surgir nessas regiões raquidianas, uma vez que a mecânica deriva dessa posição, e que a mobilidade local está fortemente associada a ela.
    A capacidade de mobilidade da coluna cervical e, em menor amplitude, da coluna lombar, são aspectos deste facto.
    O mesmo acontece com o ráquis torácico que serve de apoio às costelas, o que vai permitir o aumento em todos os sentidos das dimensões da caixa torácica e, assim, a realização dos movimentos respiratórios.
    Também o ráquis sagrado, cujas vértebras soldadas se articulam com os dois ossos ilíacos a fim de formarem a bacia, colaboram no alargamento pélvico do Homem para que, na posição bípede na pelve, as vísceras abdominais se possam apoiar e conter as vísceras do pequeno abdómen.
    Nos primatas antropóides, porque não possuem posição bípede perfeita, o sacro é mais estreito e mais alto do que no Homem, mas não tanto como em qualquer animal quadrúpede.
Ossos sacros do chimpanzé (Pan troglodytes) (a), do australopiteco (Australopithecus) (b) e do Homem actual (Homo sapiens sapiens) (c).
    Daí a sua importância anatómica, paleoantropológica e comparativa.
    O sacro é por isso mais largo e menos comprido no sexo faminino do que no sexo feminino.

Pelve feminina: vista anterior (em cima) e vista posterior (em baixo).
Pelve masculina: vista anterior
    O ráquis humano possui uma série de curvaturas normais cuja alternância se verifica fàcilmente quando a coluna vertebral é estudada de perfil.
Curvaturas do ráquis, segundo André Vesálio (1543)
André Vesálio (1514-12-31 ─ 1564-10-15)

terça-feira, 21 de maio de 2019

ANTROPOLOGIA ─ RÁQUIS ─ 4

    Algumas vezes observam-se alterações profundas ao nível duma única vértebra.
    Na colecção de esqueletos mesolíticos portugueses do museu dos Serviços Geológicos de Portugal existem dois casos de malformações da charneira occipito-atlo-axóideia.
    Na busca duma correspondência eventual entre as vértebras e a metamerização e os seus vestígios, tem-se pretendido relacionar os dados anatómicos segmentares, sobretudo os osteológicos, com os outros elementos vizinhos, especialmente com as formações paravertebrais, como acontece com os nervos raquidianos e com a cadeia nervosa ortossimpática.
    A correspondência segmentar é muito complexa e muito difícil de reconhecer, e por isso não pode ser aceite de forma imediata.
    Os corpos vertebrais estão separados entre si pelos discos intervertebrais.
    Este facto tem enorme interesse anátomo-funcional porque, para além do facto de os discos constituirem os centros do desenvolvimento embrionário das vértebras e de toda a sua actividade fisiológica, estática e dinâmica, representam cerca dum quarto do comprimento total do ráquis.

sexta-feira, 8 de março de 2019

O MEU FILHO VAI SER OPERADO. E AGORA?

   
    Por
    CELESTE MACHADO 
    Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica do Hospital de Braga

   DIÁRIO DO MINHO, Sexta-feira, 08.03.2019

    Uma intervenção cirúrgica é realizada com a finalidade de proporcionar o diagnóstico, a cura de uma doença ou melhoria da qualidade de vida. 
    É sempre um acontecimento causador de ansiedade e medos na criança e na família. 
    O medo e a ansiedade dos pais são comuns e a melhor forma de lidar com a situação é reunir informação nas consultas médica e de enfermagem que antecedem todo o procedimento cirúrgico. 
    As consultas, além da preparação da criança/adolescente para todo o processo, também permitem o acompanhamento dos pais (ou quem os substitua), facultando suporte e orientação desde o internamento aos cuidados pós-operatórios e após a alta hospitalar. 
    É fundamental que estes adoptem uma atitude calma e confiante, transmitindo apoio afectivo, sentimento de suporte e segurança à criança. 
    Deve ser explicado à criança que vai ser operada, usando linguagem simples e realista, tendo em conta a sua idade e capacidade de compreensão. 
    Poderá ser efectuado com antecedência ou de véspera, dependendo da sua idade e nível de desenvolvimento. 
    O processo de uma cirurgia envolve várias fases, desde a preparação prévia, a intervenção cirúrgica e o pós-operatório, pelo que é importante ter em consideração estas informações de forma a estar familiarizado com todo o processo e saber o que fazer: 
    Perguntar para estar informado e tomar decisões conscientes: nas consultas pré-operatórias deve perguntar tudo o que o preocupa acerca da cirurgia/anestesia; expectativas em relação à recuperação; se necessário internamento e quantos dias; a que horas deve estar no hospital; onde se deve dirigir; hora prevista da cirurgia; registar contacto telefónico para ligar caso existam dúvidas; informar os profissionais de saúde sobre alergias, doenças, medicação que a criança está a tomar (incluindo produtos naturais), cirurgias e anestesias anteriores; levar exames de diagnóstico realizados (análises, Raio-X, etc.). 
    Na véspera e dia da cirurgia: a criança deve tomar banho com o sabão recomendado e vestir roupa lavada e confortável; iniciar o jejum a partir da hora indicada; levar pijama. 
    Pode levar o brinquedo favorito. 
    No internamento e bloco operatório: colaborar com os profissionais de saúde nas verificações de segurança: identificação, nome, data de nascimento, presença de pulseira de identificação, jejum, tipo de cirurgia, local da cirurgia, alergias. 
    A entrada no bloco operatório obedece a algumas regras, como vestuário próprio, e sempre que não haja contraindicação um dos pais (ou quem os substitua) pode acompanhar a criança até ao momento da indução da anestesia. 
    Durante a cirurgia a criança vai estar em sono profundo e sem dores. 
    Na sala cirúrgica estará uma equipa diferenciada e treinada que cuidará continuamente da criança: cirurgião principal, cirurgião ajudante, anestesista e três enfermeiros perio-peratórios – enfermeiro instrumentista, enfermeiro circulante e enfermeiro de anestesia. 
    Fim da cirurgia e recobro: no final da cirurgia um dos pais será convidado a juntar-se à criança já no recobro (local onde as pessoas operadas permanecem durante algum tempo sob vigilância).
   Algumas crianças podem manter-se sonolentas sem que isso signifique mal-estar. 
    No recobro estarão sempre presentes enfermeiros diferenciados em cuidados anestésicos e pós- anestésicos que acompanharão a recuperação da anestesia. 
    Permanecerá no recobro até ter alta segura para o internamento, ou para o domicílio caso seja cirurgia de ambulatório. 
    No momento da alta: prestar atenção aos ensinos proporcionados pelos profissionais em relação aos cuidados e regime terapêutico; solicitar folhetos informativos; confirmar a data da consulta de pós-operatório; verificar se dispõem de contactos telefónicos actualizados; confirmar se tem a documentação necessária (nota de alta, receitas de medicamentos, atestado médico e/ou comprovativo de presença de acompanhante).

domingo, 30 de dezembro de 2018

ANO NOVO, VIDA NOVA!

    Paz e Bem!
    O ano de 2018 está a terminar.
    Por questões práticas alguns temas, entre os quais aqueles que versam o descalcismo, passarão também a ser publicados no BLOG DO ROB http://duxspinensis.blogspot.pt  , uma vez que há uma interligação entre a salutar prática do descalcismo e as espiritualidades versadas no meu outro blog.
    Esperando que os meus leitores e video-espectadores me continuem a seguir, desde já lhes desejo um Ano Novo repleto das maiores bênçãos de Jesus, Maria e Francisco!